Postagens

Mostrando postagens de julho, 2016

Os rótulos prejudicam as pessoas

Imagem
Quando uma criança ouve dos pais ou dos cuidadores ou dos professores, que ela faz tudo errado ou que é uma desastrada, por exemplo, é bastante comum que ela venha a acreditar nisso como uma verdade, uma vez que foi proferido por uma figura de autoridade ou de respeito que (supostamente) sabe mais do que ela. Ao ser rotulada, a criança incorpora essa característica de tal modo em seu psiquismo, que vai sendo limitada em seu agir pelo rótulo que lhe foi imposto. Aqueles que são chamados de "burros" na infância, por exemplo, costumam acreditar que são realmente incapazes de aprender algo, quando, muitas vezes, o método ou o estímulo não é adequado. Pais impacientes, cobradores e controladores tendem a criar filhos inseguros e com baixa autoestima. Como o psiquismo está em formação nos primeiros anos de vida, e essas crianças crescem, ao se tornarem adultos as crenças nos rótulos seguem as perseguindo. É como se tivessem sido marcadas pela fala negativa do outro -- e iss...

A impossibilidade de uma autoanálise

Imagem
O auxílio profissional é fundamental para quem procura ajuda psicológica. Embora a autoavaliação e auto-observação sejam importantes para a mudança de pensamentos e de comportamentos, elas, tão somente, não são suficientes para provocar alterações significativas no psiquismo. A impossibilidade de alguém realizar uma autoanálise decorre da presença de rígidas resistências que agem no inconsciente. Todos temos algum(uns) pequeno(os) ou grande(es) segredo(os) que não queremos contar a ninguém (nem a nós mesmos). Ao nos recursarmos a reconhecer alguns dos nossos pensamentos e ações mais negativos, indecorosos ou destrutivos, estamos fugindo de uma análise profunda de nós mesmos. Quando, conscientemente, os evitamos, os sonhos e os atos falhos da fala revelam o que o inconsciente não consegue esconder. Não existe possibilidade de mudança e de melhora se não enfrentarmos os nossos próprios "demônios". Embora tenhamos a ilusão de que temos o controle consciente da nossa vida...

A conquista da independência na terapia

Imagem
Dada a nossa fragilidade ao nascer, todo ser humano tem um certo grau de dependência, e o conservamos ao longo da infância, da adolescência, e, de modo reduzido, com o passar da vida adulta, até quando novamente precisamos de mais ajuda ao nos tornamos idosos. Quando um cliente procura um psicólogo, ele está em busca de um suposto saber que possa ajudá-lo a enfrentar uma situação que lhe traz algum sofrimento psíquico. Em um estágio inicial, a dependência na terapia é saudável, pois remete à relação de confiança com os pais ou cuidadores, o que tende a se refletir como boa ou má, adequada ou excessiva, acatadora ou desafiadora, entre outras características de acordo com a história de vida de cada um. Nesse período do tratamento, a dependência também é importante para se estabelecer a transferência entre cliente e profissional em uma análise ou em uma terapia analítica. Contudo, com o passar das sessões, um dos objetivos do trabalho é romper a dependência da relação cliente-psic...