Os rótulos prejudicam as pessoas
Quando uma criança ouve dos pais ou dos cuidadores ou dos professores, que ela faz tudo errado ou que é uma desastrada, por exemplo, é bastante comum que ela venha a acreditar nisso como uma verdade, uma vez que foi proferido por uma figura de autoridade ou de respeito que (supostamente) sabe mais do que ela.
Ao ser rotulada, a criança incorpora essa característica de tal modo em seu psiquismo, que vai sendo limitada em seu agir pelo rótulo que lhe foi imposto. Aqueles que são chamados de "burros" na infância, por exemplo, costumam acreditar que são realmente incapazes de aprender algo, quando, muitas vezes, o método ou o estímulo não é adequado. Pais impacientes, cobradores e controladores tendem a criar filhos inseguros e com baixa autoestima.
Como o psiquismo está em formação nos primeiros anos de vida, e essas crianças crescem, ao se tornarem adultos as crenças nos rótulos seguem as perseguindo. É como se tivessem sido marcadas pela fala negativa do outro -- e isso é bastante prejudicial para a saúde mental.
Quando o cliente chega ao consultório com essa queixa, ele precisa saber que o rótulo não traduz toda a verdade sobre ele, mas é apenas uma opinião bastante parcial do outro, seja ela manifesta com intenção ou não de machucar e de prejudicar aquele que é alvo da rotulação.


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