Tristeza e depressão
No anseio por procurar a felicidade, muitas pessoas não suportam o sentimento de tristeza, mesmo quando ocasional. Sentir-se triste não é sinal da instalação de uma doença, mas de um sentimento comum a todos os seres humanos. Assim como não podemos ter prazer sempre, também não podemos evitar todas as dores e tristezas que nos atingem.
Em
um período histórico em que a medicalização vem se apresentando
como uma salvação para muitos problemas médicos, temos a ilusão
de que drogas psicotrópicas também podem nos curar. Contudo, por
mais que o tratamento medicamentoso seja importante em muitos casos,
quando se trata de um problema psicológico, os medicamentos – em
grande parte – agem sobre os sintomas, amenizando os efeitos, mas
não tratando as causas daquilo que gera o sofrimento.
Como
afirmado anteriormente, a tristeza é um dos sentimentos que acomete
o ser humano. Às vezes nos sentimos tristes, enlutados,
insatisfeitos, abatidos, pouco atraentes, etc. Em alguns momentos de
nossas vidas, isso acontecerá a todos. Entretanto, esses sentimentos
apenas não constituem um quadro depressivo. Portanto, cuidado com os
autodiagnósticos e com os diagnósticos equivocados.
A
depressão se constitui de uma ausência de esperança no presente e
no futuro. O sujeito deprimido, de modo geral, sente-se culpado por
sua situação clínica, que pode se mostrar insuportável perante o
sofrimento experimentado. Em casos graves, ao tentar acabar com a
grande dor que sente, o deprimido recorre a tentativas de suicídio.
Em grande estresse, a tentativa de solução para o sofrimento é a
autoaniquilação – uma fuga de si mesmo. Antes de ser condenado
por valores sociais, o deprimido com quadro suicida deve ser
compreendido como alguém que não vê saída para o seu problema.
Sozinho, o deprimido, dificilmente, conseguirá enxergar as melhores
soluções, por isso é tão importante procurar ajuda profissional.
Um psicólogo pode realizar um trabalho para ajudar o seu cliente a
entender o que lhe causa esse sofrimento, e quais são as outras
saídas possíveis.
Ninguém
precisa passar por seus sofrimentos sozinho. Tenha a certeza de
estar cercado por uma rede de apoio formada por familiares e amigos.
Se eles não puderem (ou não conseguirem) ajudar, procure a ajuda de
um profissional.


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